segunda-feira, 21 de maio de 2012

PISU...

“Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.

Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.

Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o!”

[Nietzsche]

segunda-feira, 14 de maio de 2012

UNIVERSIDADE FEDERAL DO SERIDÓ - UMA BREVE REFLEXÃO


A base de toda e qualquer transformação em uma sociedade se constitui a partir de um diálogo aberto e democrático. Sendo assim, compreende-se que é importante “trocar ideias”, ouvir, opinar, analisar, refutar, discordar, concordar, acrescentar, corrigir, diagnosticar, planejar, propor... Compreender e assumir posturas.

Acredita-se também que a Educação é o pilar mais sólido para se construir uma sociedade livre, consciente, equilibrada e fortalecida nos seus mais diversos aspectos, quer sejam eles políticos, sociais, econômicos, de justiça, igualdade, religiosos etc.. São verdadeiros ideais que só se conquistam a partir de uma compreensão sólida e concreta da realidade.

A discussão sobre criação da Universidade Federal do Seridó – UFSER não implica necessariamente na defesa de sua implantação, mas sim em uma nova perspectiva de Educação Superior para o Seridó. A ideia primeira nem sempre é a que se alcança, mas que, a partir dela, desencadeiam-se novas ideias que apontam para ações determinantes e resolutivas para os problemas mais diversos que possam existir em grupo social.

Nesse caso, acredita-se que tal discussão é pertinente e tão quanto positiva, pois implica que a sociedade seridoense encontra-se mais madura e preocupada com a qualidade da educação e com a formação adequada que nossos jovens devem ter para que atuem como cidadãos e excelentes profissionais aqui na região do Seridó.

O desenvolvimento de uma sociedade, de uma região e/ou de um município depende, e muito, dos investimentos que ali se fazem. Na área da Educação Superior, é imprescindível que se ofertem cursos que favoreçam a demanda local e, consequentemente, reflitam cada vez nos aspectos acima citados, proporcionando, assim, o desenvolvimento social da região; só assim se pode falar de Educação com “viabilidade social e sustentabilidade educacional”.

Especificamente no que se refere à criação da Universidade Federal do Seridó – UFSER, só será possível assumir uma postura de viabilidade ou não quando realizado um diagnóstico “a posteriori” da realidade atual, onde sejam apresentados meticulosamente dados quantitativos e qualitativos que justifiquem a demanda do mercado regional, a necessidade real dos investimentos, as prioridades socioeconômicas, os aspectos culturais mais relevantes, os anseios regionais, as áreas que necessitam de maior atenção e intervenção.

O mais importante é que, nesse momento, está sendo possível construir um diálogo aberto com instituições competentes da área de educação, profissionais em geral, representantes das mais diversas áreas da Sociedade Civil Organizada, instituições não governamentais, técnicos da educação e interessados em geral.

Que, a partir de então, deixar-se-á plantada a semente do que, futuramente, poderá ser a raiz do desenvolvimento local e regional.

Afinal, uma transformação social, qualquer que seja ela, começa com a transformação dos seus agentes. E, antes de tudo, é preciso que se invista nos recursos humanos para que os resultados exteriores consigam ser alcançados.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

CONTO DE NATAL
Edmar Oliveira*
Era esmirradinho, tinha uns dezesseis que pareciam oito, se muito. Tinha mãe, na cadeia, mas tinha, e filho da puta és tu. Maria mãe devia estar passando necessidades no presídio. Ele, Jesus menino, não podia fazer seu presépio vivo, como o de outros natais nas ruas daquela grande cidade.

Era preto, um pequeno menino preto com um gorro de Papai Noel. Mancava. Mais parecia um saci com uma camisa do Flamengo. E tinha um cachimbo. Pererê a mágica que o deixava numa nóia em nuvem de fumaça que embaçava aquele presente que não existia. E a fumaça do cachimbo lhe levava as luzes de uma árvore de natal que nunca teve. E aquele montão de luzes da sua imaginação fazia um natal de brilhos, cores e estilhaços de um futuro que poderia ser diferente. Mas muito rápido as luzes iam e a nóia vinha na certeza de que o mundo todo lhe queria mal. Tinha que buscar outra pedra.

Como um zumbi, o saci mancava de uma perna que teimara em não crescer como a outra. Uma pedra podia fazer o cachimbo pererê fazer a mágica de tirá-lo deste mundo noiado, pois toda gente tinha medo dele. E onde estava a pedra que posta em fogo no cachimbo faria um pererê com esse mundo cruel que não tinha lugar pra quem não encontrava um lugar?

O crack mágico da queima da pedra no cachimbo pererê improvisado numa lata de coca-cola vazia. E aquela fumaça puxada com força e ainda com gosto gasoso da coca da lata vermelha cortava sua garganta, mas dos pulmões ia ao cérebro e como um passe de mágica fazia o mundo iluminado ficar bom, as luzes da árvore de natal piscar de várias cores e a música de natal invadir seus ouvidos para trazer Maria mãe muito perto, tomando o pequeno corpo do saci no colo acolhedor das carícias infantis que nunca teve.

Acordou noiado, junto ao lixo. O mundo real sem a mágica da fumaça do seu cachimbo tinha jogado o saci no lixo. Não é que não tenha futuro. Isso não conta. Ele não tem é presente. E era natal.

*Edmar Oliveira é Médico Psiquiatra, piauiense, radicado no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PORQUE GRITAMOS?

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:"Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?" "Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles. "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador. "Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar: "Então não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? "O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

"Por fim, o pensador conclui, disse:

"Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".


Mahatma Gandhi

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A FONTE
Legião Urbana

O que há de errado comigo
Não consigo encontrar abrigo
Meu país é campo inimigo
E você finge que vê, mas não vê

Lave suas mãos que é à sua porta que irão bater
Mas antes você verá seus pequenos filhos trazendo novidades

Quantas crianças foram mortas dessa vez?
Não faça com os outros o que você não quer
Que seja feito com você
Você finge não ver e isso dá câncer

Não sei mais do que sou capaz
Esperança, teus lençóis têm cheiro de doença
E veja que da fonte sou os quilômetros adiante

Celebro todo dia minha vida e meus amigos
Eu acredito em mim e continuo limpo

Você acha que sabe
Mas você não vê que a maldade é prejuízo
O que há de errado comigo?
Eu não sei nada e continuo limpo

Ao lado do cipreste branco
À esquerda da entrada do inferno
Está a fonte do esquecimento
Vou mais além, não bebo dessa água
Chego ao lago da memória
Que tem água pura e fresca
E digo aos guardiões da entrada
"Sou filho da Terra e do Céu"

Dai-me de beber, que tenho uma sede sem fim
Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
Me tira essa vergonha, me liberta dessa culpa
Me arranca esse ódio, me livra desse medo
Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
E esta é uma canção de amor...
E esta é uma canção de amor...

domingo, 20 de novembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

STEVIE WONDER NO ROCK IN RIO 2011

Embora não seja pra qualquer um, mas apenas para os amantes da boa música, do Rock Pop, do Jazz e do Blues, o Brasil recebe no Rock in Rio 2011 o cantor Stevie Wonder que fecha a programação de shows dia 29.

Então aí vai a lista das músicas mais conhecidas do cantor: "Superstition", "You are the Sunshine of My Life", "Living for the City", "Boogie On Reggae Woman", "Overjoyed", "Isn't She Lovely", "I Just Called To Say I Love You", "For Your Love", "That's What Friends Are For", "I Wish", "Ribbon In The Sky", "Yester-Me Yester-You", "Yesterday", "Lately", "Higher Ground", "Sylvia", e "Stay Gold".

Yeah!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

MÚSICA DO TRABALHO
(Letra: Renato Russo)

Sem trabalho eu não sou nada
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade

Mas o que eu tenho
É só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade

Tem gente que não tem nada
E outros que tem mais do que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar

E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa pros teus braços

Quem sabe esquecer um pouco
De todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar

Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece

Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está condenado a miséria

Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece

E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa pros teus braços

Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos.
O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO (Jô Soares)


O material escolar mais barato que existe na praça é o PROFESSOR!
É jovem, não tem experiência. É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia’.
Fala em voz alta, vive gritando. Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um “caxias”. Precisa faltar, é um “turista”.
Conversa com os outros professores, está “malhando” os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso. Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo. A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica. Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude. Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição. O aluno é aprovado, deu “mole”.
É… o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

QUESTÃO DE ORTOGRAFIA OU DE EDUCAÇÃO???

quarta-feira, 4 de maio de 2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PARA RIR...

Num supermercado, dois homens se esbarram com seus carrinhos:

- Desculpe-me, eu estava meio distraído. Me perdi da minha mulher e não sei onde encontrá-la.

- Mas que coincidência, eu também estou procurando a minha mulher. A propósito, como é a sua?

- Ela é loira, tem um corpo de violão, cabelos até a cintura, com peitos duros empinados para a frente e está usando um vestido preto,meio transparente, com um decote grande na frente e sem sutiã. E a sua?

- A minha que se vire; vamos procurar a sua!

sábado, 18 de dezembro de 2010

UM DIÁLOGO


Às vezes nos pegamos a pensar sobre determinadas coisas da vida e, meio que sem saber os reais motivos, ficamos surpresos...

Tenho um garotinho, meu amigão, meu filho. Ele tem cinco anos apenas, chama-se Heidegger e é muito perspicaz.

O cara já freqüenta a escola. Terminou o Nível IV do Ensino Infantil. Lá na escola ele tem seus companheiros, colegas, amigos... E nessa turma existem também determinados animais com os quais dialoga diariamente e, vez por outra, os alimenta. Sou eu quem o leva a escola e todos os dias visitamos o “mini-zoo”, um pequeno espaço habitado por 05 galinhas, 04 pombos, 02 periquitos e dois periquitos australianos... É uma tarefa, uma responsabilidade.

Esses pequenos animais não só fazem parte da rotina do Heidegger; eles também fazem parte do mundo dele... Existe uma interação fantástica entre esses seres, entre essas naturezas tão próximas e tão distintas.

Desde o simples “bom dia” até as novidades e expectativas vivenciadas por ele, se percebe que essas são realidades partilhadas por ele antes do início da aula. E eu também adentro neste mundo da imaginação e da fantasia da criança. O pequeno consegue projetar idéias sobre a compreensão do mundo daqueles animais que me fazem viajar numa realidade nova e mística.

No fim do ano letivo deste ano ficou nele a certeza de que encontrará seus colegas no ano seguinte. No entanto, pairou nele uma dúvida quanto ao reencontro com aqueles animais. E, por essa razão, presenciei uma despedida e um sentimento de saudades que brotara naquela criança quando estava a se despedir dos seus amiguinhos de natureza não-racional.

Assim compreendi que um mundo criado no interior de uma determinada pessoa, por mais ingênua que seja, é algo tão complexo que a razão humana ainda não está próxima de desvendar tamanhos mistérios.

O que o atrai naqueles animaizinhos? Como consegue tamanha empatia com quem não dialoga com a mesma linguagem? Que importância representa para aquela criança o fato de anunciar sua chegada a escola e partilhar determinadas situações com aquelas criaturas?

Heidegger já encontra-se em férias... Nas suas andanças pela cidade, já se deparou com alguns de seus amigos de turma. Relembra a escola, brinca bastante com seus parceiros... Mas, em forma de murmúrios não esquece de me perguntar: - Papatinho, (é assim que ele me chama) quem está cuidando dos animais do mini-zoo?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

POLÍTICA E RELIGIÃO

No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da paróquia, o padre discursa:
- A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.

Atrasado, chegou então o Presidente da Câmara para prestar uma homenagem ao Padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:

- Nunca vou esquecer o dia em que o Padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.Seguiu-se um silêncio assustador.

MORAL DA HISTÓRIA: Nunca chegue atrasado e quando isso acontecer FIQUE CALADO...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

FRASE DO DIA:

"O homem tem um poder tão magnífico que é capaz de definir quem ele é!"
(Moacir)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A ABELHA E EU...


Estava sentado, sozinho, em uma calçada do pátio da escola onde trabalho... De repente me deparo com uma simples criatura que voava solitária, em meu redor, longe de suas companheiras. Ela me observava e vice-versa... Era uma abelha. O que ela queria? Por que ficava ali como quem procurava alguma coisa?

Era como se quisesse me dizer algo ou compartilhar comigo de uma possibilidade da existência ou de algumas de suas propriedades.

Acredito que não tenha conseguido interagir com este ser e nem mesmo sequer podido iniciar um diálogo compreensivo ou superficial. Ela me observava! Eu queria até ser indiferente... Mas também não o conseguia.

Quando pensei que ela tinha desistido de mim, eu é que tinha desistido dela; ignorado-a!

Ah, mas foi então que senti que ainda estava ali, andando em meu pescoço. Quem era ela, então? O que queria de mim? O que pensava ou sentia?

Só então percebi que nós dois compartilhávamos, de alguma forma, de um instante único que, provavelmente não iria se repetir ao longo de minha vida. Então, comecei a dar-lhe um pouco de atenção. Afinal, era um momento único, singular, inédito...

Sabia que não poderia extrair de mim o néctar das flores; se me picasse, morreria em breve, pois parte dela ficaria em mim. Não havia bondade nem maldade naquele minúsculo ser. E nem sei mesmo se havia intenção alguma.

Então ela sentou-se em meu braço esquerdo. Andava por cima dos pêlos, talvez incomodada por não acessar minha pele. Agitou-se por um momento... E eu quieto tentando desvendar aquele pequeno mistério. Em poucos segundos, o pequenino ser alçou vôo e acredito: desistiu de mim... Logo quando eu procurava dar-lhe atenção.

Eu tinha consciência de mim e de sua existência. Ela, porém, não tinha mais do que sua natureza... Tinha instinto e atitude! Sua natureza apenas... Sem consciência alguma de Ser.
Um palavrão...